As principais doenças infantis até aos 3 anos

Problemas comuns

Numa criança que frequente a creche, por exemplo, “as doenças víricas prevalecem, não só manifestando-se como gastroenterites, bronquiolites e rinofaringites mas também, pontualmente, como a meningite. Facilmente estas crianças contraem otites e amigdalites bacterianas dado o convívio com outras em comunidades fechadas.” Por outro lado, a varicela, “que era uma doença que se contraía mais tarde aparece agora nestas idades por surtos, devido ao contágio fácil, embora, hoje em dia, muitas crianças já estejam vacinadas.” Existe ainda um leque de vírus associado a “doenças exantemáticas de menor importância como a síndrome pé-mão-boca, o exantema súbito e o eritema infecioso também chamado 5ª doença”, descreve. Estas patologias caracterizam-se pelo aparecimento de erupções cutâneas (manchas rosadas, pápulas, vesículas, úlceras, entre outras) em zonas específicas do corpo, por vezes acompanhadas de febre.

Sinais de alarme

Na sua grande maioria, as infeções são provocadas por vírus, mas também podem ter origem bacteriana ou mista, pelo que é importante estar atento aos sintomas. “A febre é um dos sinais principais que nos alertam para que algo não está bem. Se for acompanhada de vómitos, diarreia, erupções cutâneas ou tosse persistente, então, a criança, deve ser entregue aos cuidados médicos. Quanto mais nova for a criança mais cedo esse cuidado deve ser prestado”, aconselha o médico.

Prevenir, tratar e cuidar

Quando se trata de um problema viral, a solução passa por controlar os sintomas e minorar o desconforto até ao seu desaparecimento, mas se tiver causa bacteriana já pressupõe a toma de antibióticos. A vacinação desempenha um papel fundamental na prevenção de doenças graves, mas “é neste grupo etário que, mesmo assim, surgem com mais frequência as meningites víricas e bacterianas”, sublinha. Para fazer face a todas estas situações é fundamental “manter com o pediatra um diálogo constante sobre os procedimentos a ter nestas e noutras circunstâncias”, aconselha José Palha.

Minimizar os riscos

De acordo com José Palha, “o contacto próximo e diário com outras crianças aliado à ausência, ainda, de imunidade específica, faz com que estas doenças sejam muito comuns nas creches e infantários.” Contudo, existem formas de minimizar estes riscos. “Quanto melhor forem as condições das instalações, quanto maior for a preparação sanitária das educadoras e vigilantes, menor será o risco da propagação destas doenças”, realça. Cabe igualmente aos pais estarem vigilantes. É importante “perguntar todos os dias às educadoras e vigilantes se há casos de febre ou outros sintomas nas outras crianças e tentar esclarecê-los o melhor possível”, aconselha o médico para quem a opção ideal será manter os filhos em casa até aos três anos. “Assim previnem muitas situações infeciosas e não prejudicam o desenvolvimento da criança”, explica.

Nos primeiros anos de vida, a permanência em ambientes fechados ou pouco ventilados e o contacto com outras crianças aumenta a exposição a micro-organismos, logo o risco de infeções de doenças infantis aumenta.

Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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