Beber água é o melhor remédio

Quando pensamos em nutrientes, mais facilmente pensamos em proteínas e vitaminas do que em água. E, no entanto, a água é essencial ao organismo, a um organismo que, na verdade, é ele próprio constituído maioritariamente por água.

E por que é a água tão vital? O médico de clínica geral Viriato Teixeira resume esses benefícios numa frase: “A água contém nutrientes indispensáveis para o organismo”. E dá boas razões para a sua ingestão: diminui a retenção hídrica, aumenta o tamanho dos músculos, mantém a saúde da pele, controla a fome e mata a sede, além de proteger o sistema imunológico de infecções.

A este rol de benefícios podemos adicionar outros: a água protege o coração, previne dores de cabeça e a obstipação, diminui os níveis de fadiga e até ajuda a melhorar a disposição.

Uma mão cheia de benefícios

Comecemos pela pele, o nosso maior órgão. A água contribui para uma pele mais suave e firme, prevenindo o aparecimento de rugas. Isto não significa que a ingestão de líquidos em excesso seja o segredo para a juventude, mas a verdade é que a água evita que a pele seque, prevenindo o envelhecimento prematuro. Tem também um papel purificador, ao eliminar toxinas. Aliás, é facilitadora de todos os processos de purificação do organismo, associando-se à digestão e à transformação dos alimentos ao longo do sistema digestivo. Daí que lhe possam ser também atribuídas vantagens na prevenção da prisão de ventre – alimentos que contêm fibras também estimulam os movimentos do intestino, mas a água tem, de facto, um grande mérito.

E sabia que as pessoas que passam muito tempo sem beber água têm maior probabilidade de se queixar de dores de cabeça e até de sofrer de enxaquecas? Há, aliás, estudos que mostram que entre 30 minutos a uma hora depois de beber um ou dois copos de água as dores de cabeça melhoram.

E as vantagens não terminam por aqui…

O efeito protetor estende-se ao coração. Têm sido desenvolvidos estudos que associam um nível adequado de hidratação – 5 copos por dia – à prevenção de ataques cardíacos, na ordem dos 41 por cento.

A água tem igualmente um papel importante quando o tema é energia. Isto porque se, ao nível das células, não houver um adequado equilíbrio entre fluidos e eletrólitos, o resultado pode ser fadiga muscular. E os músculos não funcionam como deviam. Daí que seja tão importante a ingestão de líquidos quando se pratica exercício físico, antes e durante a atividade, a intervalos regulares, de modo a compensar os fluidos que se perdem com a transpiração.

Além de todos estes benefícios, existe ainda a vantagem de não ter calorias, o que a torna ideal para quem quer manter ou perder peso – além de não engordar, a água é saciante.

Essencial para o bom funcionamento dos rins

Os rins são o órgão envolvido mais diretamente na função que a água desempenha no organismo. São eles, por exemplo, que recebem do cérebro a informação de que os fluidos em circulação são insuficientes – assim se explica a urina menos frequente e mais escura, que é típica da desidratação.

Além disso, quando há menos água, os rins têm mais dificuldade em cumprir a sua tarefa de eliminar toxinas, nomeadamente a ureia, existente no sangue, e que é solúvel em água, sendo expelida através da urina.

Quando os fluidos são abundantes, tudo corre bem: a urina flui facilmente, tem uma cor clara e não tem odor. Mas, quando não há líquidos que cheguem, os rins capturam toda a água de que necessitam, o que gera um desequilíbrio hídrico: os resíduos acumulam-se, formando-se cálculos renais, aquilo que conhecemos como pedra nos rins.

Uma questão de equilíbrio

Na verdade, trata-se de uma questão de equilíbrio e de compensação: é que precisamos de substituir a quantidade de fluidos que perdemos diariamente, através de funções tão básicas como a respiração e a transpiração, mas também através da urina e das fezes.

Se perdermos mais líquidos do que aquilo que ingerimos, o risco é o de desidratação. E o corpo dá sinais quando estamos a passar este limite, como explica Viriato Teixeira: sabemos que estamos hidratados se não tivermos cansaço, desmaios, tonturas, sede, urina escura, urina com pouca frequência e pele seca. Estes são, pois, sinais de desidratação. E as consequências, como refere o médico, podem ser várias: desde um acidente vascular cerebral  (AVC), hidrocefalia, lesão ou tumor do hipotálamo, entre outras.

Quando e quanta água devemos beber?

Há pessoas que bebem água com naturalidade e com regularidade, não esperando sequer que a sede aperte. Mas há também quem não sinta sede, podendo passar horas e horas sem beber água. Até que a secura da pele ou a urina mais escura funcionam como alerta…

Mas, afinal, quanta água se deve beber? Viriato Teixeira reforça que a quantidade que devemos consumir diariamente deve ser aquela que é necessária para manter o volume de água corporal estável. E, embora não haja propriamente uma medida, as recomendações clínicas vão no sentido de se beber entre litro e meio a dois litros por dia, sendo que esta quantidade deve ser revista – isto é, aumentada – em situações de maior esforço do organismo, logo de maior gasto hídrico: é o que acontece quando se pratica exercício físico intenso, em climas quentes ou em altitude.

Alternativas à água

Outras bebidas como chás e infusões ou sumos de fruta podem ser alternativas, o mesmo acontecendo com as sopas. E há alimentos que são igualmente uma boa fonte de hidratação: é o caso dos legumes e da fruta, em particular o melão e a melancia.

O que é preciso é manter-se hidratado. E lembrar-se das funções que a água desempenha pode ser um bom estímulo: assim, a água e demais fluidos do organismo estão envolvidos na digestão, na absorção e no transporte dos nutrientes, na circulação do sangue, na formação da saliva, na manutenção da temperatura corporal.

A pergunta impõe-se, pois: já bebeu água hoje?

Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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