Cancro do cólon: uma doença curável!

Cancro do cólon, o que é?

O cancro do cólon, uma doença do cólon e das células do revestimento do reto, ou mucosa, é uma doença tratável e curável. O seu tratamento pode assumir diversas formas e, após o tratamento inicial, os doentes deverão ser seguidos para assegurar a identificação de nova doença ou doença persistente, por forma a possibilitar o tratamento adicional dentro de limites razoáveis de tempo. A identificação e tratamento precoces oferecem a melhor possibilidade de uma cura a longo prazo e uma vida ativa produtiva.

As células cancerosas apresentam um crescimento descontrolado e capacidade de se multiplicarem através do corpo (malignidade). O cancro cólon-retal é mais comum após os 50 anos, mas não é incomum entre as pessoas mais novas.

Como nos outros cancros, os fatores de risco incluem a história pessoal ou familiar de cancro e doenças como colite ulcerosa, polipose e cancro não polipoide hereditário (a chamada doença de Lynch). O cancro do cólon pode ser diagnosticado através de diversos exames. Um exame endoscópico, como uma retoscopia (visualiza o reto), sigmoidoscopia flexível (visualiza o cólon sigmoide e o reto) ou colonoscopia (observa o cólon completo), permite ao médico inspecionar os tecidos do intestino grosso, onde todos os tumores do cólon se iniciam. Um estudo por raios-X, como um clister opaco também pode identificar o tumor ou cancro. Um cancro também pode ser identificado durante um exame como uma Tomografia Axial Computorizada (TAC), ou no decurso de uma operação abdominal por outras razões.

Uma vez identificado, o cancro do cólon pode ser tratado primariamente pela cirurgia, sendo a radioterapia e a quimioterapia outras opções aconselháveis ao tratamento. O objetivo da cirurgia é remover completamente o cancro. Os princípios da cirurgia relativamente ao cancro sugerem que este deve ser removido juntamente com uma margem de tecido normal que o envolve. Tendo em conta que este tecido inclui os vasos sanguíneos que alimentam o intestino, ao serem removidos, os gânglios linfáticos que acompanham os vasos são também removidos. O tecido retirado, ou peça operatória, é depois examinado por um anatomopatologista.

Este vai caracterizar ou classificar por estádios o tumor do intestino, o que vai ajudar a decidir qual o tratamento mais adequado para aquela patologia oncológica no seu estado (preciso) de desenvolvimento.

Mas, antes disto e ainda na fase de desenvolvimento do cancro, este cresce na parede do intestino e eventualmente propaga-se aos gânglios linfáticos do intestino e outros órgãos como o fígado ou pulmões (metástases). Depois do tratamento curativo (que, como já se referiu, pode incluir radioterapia, quimioterapia, etc., com os sintomas secundários “normais” associados a estas terapêuticas) de um cancro do cólon, o doente deverá submeter-se a exames de avaliação periódicos.

O objetivo destas avaliações é identificar quaisquer novos cancros ou cancros residuais ou seus precursores (células anormais que ainda não se transformaram em patologia; por exemplo, pólipos). Assim, com um acompanhamento permanente do estado de saúde do intestino (e de todo o aparelho digestivo) podem evitar-se patologias a ele associadas ou, se isso já não for possível, mas as enfermidades estiverem, ainda, num estado muito “embrionário”, exterminá-las com uma taxa de sucesso assinalável, permitindo ao doente viver bem por muitos anos.

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