A queda de cabelo ou calvície é um fenómeno fisiológico que afeta os folículos capilares, deixando-os inativos. A cabeleira fica mais rarefeita e podem surgir áreas de queda acentuada (peladas) em várias zonas da cabeça.

A queda de cabelo pode dividir-se em vários tipos:

  • Eflúvio capilar telogénico – queda de cabelo comum, que se manifesta dois a três meses após um evento marcado pelo stress físico (parto, cirurgia, etc).
  • Alopécia androgénica – também designada por alopécia de padrão hereditário, é o tipo de calvície mais comum e que afeta sobretudo o sexo masculino. Por norma, surge a partir dos 30 anos e é mais frequente com o avançar da idade. Pode afetar igualmente o sexo feminino, apresentando sintomas distintos.
  • Alopécia aerata – doença autoimune que se caracteriza pela perda de cabelo e/ou pilosidade corporal. Se a perda de cabelo for completa denomina-se alopécia total, se afetar toda a pilosidade corporal chama-se alopécia universal.
  • Alopécia cicatricial – perda de cabelo em zonas de pele cicatrizada seja por causas mais evidentes como as queimaduras, outras lesões traumáticas cutâneas, terapêuticas com raio x ou por causas menos evidentes de cicatrizes como a sarcoidose, lúpus, tuberculose, líquen plano ou cancros de pele.
  • Alopécia tóxica – perda de cabelo por doses excessivas de alguns medicamentos (Vitamina A, retinoides, tálio), fármacos antitumorais, disfunções da hipófise ou da tiroide.
  • Tricotilomania – desejo impulsivo de arrancar os próprios cabelos de forma consciente ou não.

 

Causas da queda de cabelo

A queda de cabelo pode dever-se a vários fatores:

  • Stress intenso.
  • Desequilíbrios hormonais (gravidez, pós-parto, menstruação).
  • Efeito secundário de fármacos.
  • Traumatismo cutâneo ou capilar, devido a procedimentos estéticos ou hábitos agressivos para o cabelo.
  • Infeção, como a tinha (infeção fúngica do couro cabeludo que favorece a quebra do cabelo, mais comum na infância).
  • Doenças autoimunes, desequilíbrios nutricionais graves.
  • Fatores genéticos.
  • Envelhecimento.

 

Sintomas da queda de cabelo

O principal sintoma da alopécia é a perda acentuada de cabelo (mais de 100 cabelos por dia), que pode manifestar-se de várias formas:

  • Perda de cabelo, por exemplo, no banho ou na almofada ao acordar.
  • Queda em peladas, muitas vezes de forma circular. Este sintoma caracteriza a alopécia aerata, que se manifesta de forma cíclica com fases de queda e de crescimento capilar, variando de caso para caso.
  • Alteração na implantação capilar: o limite de cabelo recua na zona frontal e cai ou escasseia na parte superior da cabeça (alopécia androgénica); cabelo mais escasso na zona superior da cabeça (caso feminino).
  • Perda de espessura e densidade capilar.

Duas localizações de alopecia que pode ter várias causas e sintomas.

Tratamento da queda de cabelo

O diagnóstico é obtido através de observação clínica e análise de sintomas e, por vezes, biópsia. O tratamento depende da etiologia.

Se a causa da alopécia for passível de erradicar, como seja a suspensão da toma dos medicamentos, (cujos efeitos secundários motivam a queda de cabelo), cessação dos hábitos, técnicas estéticas e uso de químicos suscetíveis de agredir o cabelo, alimentação equilibrada (rica em ferro, zinco, entre outros nutrientes), redução dos níveis de stress ou correção dos distúrbios hormonais, o cabelo pode voltar a nascer.

A maior parte dos tipos de calvície, não tem tratamento.

Alguns fármacos como o minoxidil ou corticoóides podem dar ténues e temporários resultados em alguns tipos de alopécia.

A alopécia androgénica pode ser corrigida por cirurgia (implante capilar).

Artigo revisto e validado pela especialista em Medicina Geral e Familiar Isabel Braizinha.
Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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