A Paralisia de Bell constitui uma fraqueza nos músculos de um lado da face, provocada por lesão do nervo facial, que pode ser reversível ou manter-se. O nervo pode ficar inflamado e edemaciado, deixando de funcionar adequadamente.

A face possui dois nervos principais (um do lado direito e outro do lado esquerdo), que possuem vários ramos. O ramo principal controla a maior parte dos músculos de um dos lados da face, incluindo os músculos que comandam a expressão facial, os músculos dos lábios e os músculos das pálpebras.
 

Causas de Paralisia de Bell

Apesar de se supor que a inflamação do nervo facial possa ser provocada por uma infeção viral, tipo o vírus herpes simplex, o mesmo vírus do herpes labial, a inflamação do nervo facial na Paralisia de Bell apresenta-se como idiopática (não tem causa conhecida).

Uma vez que existem outras causas infecciosas que provocam paralisia facial, é necessário estabelecer um diagnóstico diferencial para:

  • Síndrome de Ramsay-Hunt (causada pelo vírus herpes zoster- o vírus responsável pela varicela e pela zona).
  • Doença de Lyme, provocada por uma bactéria que é transmitida ao Homem através da picada de uma carraça.

 

Sintomas de Paralisia de Bell

Na maior parte dos casos, as manifestações da Paralisia de Bell começam gradualmente e atingem um pico em 48 horas. Os sintomas precoces incluem:

paralisia de bell

Rapariga de 15 anos com Paralisia de Bell de um lado da face, que provoca inflamação do nervo facial, dormência, incapacidade para fechar o olho e, até, tiques.

 

  • Alteração da sensibilidade numa porção da face.
  • Dor no ouvido ou em volta deste.
  • Aumento da audição e alterações no paladar.

À medida que esta situação progride, o doente apresenta tipicamente:

  • Dificuldade em fechar um dos olhos.
  • Alterações no movimento dos lábios.
  • Dificuldade em manter os alimentos na boca.
  • Face assimétrica (um dos lados está imóvel).
  • Os olhos podem lacrimejar menos do que o habitual.

 

 

 

 

Tratamento de Paralisia de Bell

A Paralisia de Bell é diagnosticada através do exame físico e no estabelecimento do diagnóstico diferencial.

A maior parte das manifestações clínicas atingem um pico às 48 horas, começando a melhorar ao fim de duas semanas e voltando ao normal por volta dos seis meses. Em alguns casos, as manifestações não desaparecem completamente, mantendo-se uma fraqueza facial permanente.

Se as manifestações forem ligeiras, pode não ser necessário tratamento. As pessoas com Paralisia de Bell podem ser medicadas com prednisolona – corticosteróide, para reduzir a inflamação, o edema no nervo e para diminuir a dor.

Caso a córnea tenda a secar (pela dificuldade do paciente em fechar o olho), torna-se suscetível a lesões traumáticas, o que obriga a uma maior proteção do olho, através da utilização de óculos escuros e da proteção contra o vento e poeiras. Os olhos devem manter-se humedecidos através da utilização de lágrimas artificiais, aplicadas frequentemente durante o dia e lubrificando os olhos durante a noite com uma pomada oftálmica.

Embora as manifestações da Paralisia de Bell sejam assustadoras, 85% das pessoas com este problema recuperam completamente ao fim de alguns meses. As crianças recuperam quase sempre totalmente.

Os fatores associados a um pior prognóstico incluem:

  • Grau mais elevado de incapacidade.
  • Período mais prolongado antes dos sintomas começarem a melhorar.
  • Idade avançada.
  • Dor intensa no ouvido ou em volta deste.

 

Artigo revisto e validado pelo especialista em Medicina Geral e Familiar José Ramos Osório

 

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