Conhecida clinicamente por Traumatismo Crânio-Encefálico (TCE), consiste numa lesão no crânio e seus constituintes provocada pela agressão ou impacto de um agente externo, o qual pode causar hemorragia grave por rutura dos vasos sanguíneos ou tecidos no cérebro. Existem várias classificações de traumatismo craniano, em função da gravidade do trauma (avaliado com base na escala de coma de Glasgow) e morfologia: aberto ou fechado (lesões extracranianas, fraturas de crânio e lesões intracranianas).

Causas do Traumatismo Craniano

Apesar de haver uma diminuição da incidência, no mundo ocidental, os traumatismos cranianos são a primeira causa de morte entre as crianças e de morbilidade entre adultos com menos de 50 anos.
As agressões externas de impacto são sempre responsáveis por lesões desta gravidade, tais como:

Traumatismo Craniano

Hematoma subdural (a vermelho). Representa a hemorragia e subsequente formação de um coágulo de sangue entre as membranas que envolvem o cérebro.

 

  • Acidentes de viação ou de outra natureza.
  • Atropelamentos.
  • Quedas.
  • Violência física.
  • Perfuração craniana, geralmente por arma de fogo.

 

 

 

 

 

 

 

Sintomas do Traumatismo Craniano

As consequências morfológicas da doença variam em função da sua gravidade. Os sintomas mais comuns podem ser:

  • Hematomas em algumas áreas da cabeça (atrás das orelhas, no couro cabeludo, à volta dos olhos, entre outras).
  • Dores de cabeça recorrentes e intensas por mais de dois ou três dias.
  • Vómitos.
  • Confusão mental e perda de memória.
  • Desorientação no tempo e no espaço.
  • Sonolência.
  • Desmaio.
  • Perda de equilíbrio.
  • Hemorragias internas ou externas (saída de sangue pela boca ou nariz).
  • Perda de sensibilidade e dormência numa das partes do corpo.
  • Irritabilidade.
  • Dificuldade de concentração.
  • Vertigens e zumbidos no ouvido.
  • Os traumatismos mais graves, podem provocar epilepsia, paralisia, dificuldade de locomoção e alteração de personalidade.

 

Tratamento do Traumatismo Craniano

Se o médico suspeitar de lesão grave, deverá o doente ser sempre observado na urgência hospitalar, onde será submetido a exames para avaliar a função neurológica e ser submetido a tomografia computadorizada para averiguar a extensão da lesão. Perante a existência de uma hemorragia cerebral interna, poderá ser necessária intervenção cirúrgica.

 

Artigo revisto e validado pelo especialista em Medicina Geral e Familiar José Ramos Osório.

 

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