Será varicela?

A varicela é uma infeção aguda provocada por um vírus da família dos vírus herpes – o vírus da varicella-zoster. Antes da introdução da vacina, cerca de 95 % da população que chegava à idade adulta tinha tido contacto com a doença. Em Portugal, a vacina não faz parte do Plano Nacional de Vacinação (PNV), embora esteja autorizada pelo Infarmed e disponível para prescrição médica.
Fique a par das caraterísticas da varicela e como deverá atuar.

Como podemos identificar a doença

O principal sinal de que pode estar perante um quadro de varicela é a febre e o mal-estar geral, acompanhados por pontos vermelhos cutâneos espalhados, sobretudo, pela zona da cara e do tronco. Ao fim de 1 ou 2 dias, o que eram pequenas manchas quase impercetíveis transformam-se em erupções vesiculares pruriginosas que podem causar bastante comichão. A sintomatologia, a observação clínica do aspeto das vesículas e a confirmação de contacto com focos da doença, nomeadamente no jardim de infância ou ambiente familiar, são quase sempre suficientes para o médico confirmar o diagnóstico.

Como ocorre o contágio da varicela

Embora o período de contágio ocorra entre 7 a 21 dias antes de aparecer a erupção, o maior risco de propagação da doença acontece quando existem vesículas na pele, uma vez que é sinal de que o vírus se mantém ativo. A forma mais frequente de contágio é através do contacto pelo ar com gotículas infetadas, mas também com o líquido presente nas vesículas. Por isso, o doente com varicela tem de se manter isolado e evitar o contágio com pessoas que tenham o sistema imunitário debilitado. É aconselhável lavar as roupas do doente, bem como objetos pessoais. Apesar de desconfortável, a varicela evolui de forma benigna e autolimitada na maior parte dos casos. Ao fim de 7 a 10 dias após as erupções cutâneas, as borbulhas ficam cobertas por crostas e deixa de haver risco de contágio.

Complicações associadas à doença

Em certas situações, a varicela pode avançar para um quadro grave, caso. As complicações da varicela incluem infeção pulmonar grave (pneumonia), infeção cerebral (encefalite), cutânea e, muito raramente, problemas no rim. De acordo com dados da Sociedade de Infeciologia Pediátrica (SIP)/Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), os adolescentes e os adultos são mais susceptíveis a complicações graves e, em grávidas, a infeção com varicela significa um risco adicional devido à incidência de pneumonite.

Vacina da varicela

Segundo a Sociedade de Infeciologia Pediátrica (SIP)/Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), a vacina contra a varicela é segura no imunocompetente, ou seja, nos indíviduos cujo sistema imunológico é capaz de gerar uma resposta imunológica quando em exposição a um anticorpo. Estão descritos casos raros de encefalite, convulsões, neuropatia, eritema multiforme, pneumonia, entre outras situações, embora a relação de causalidade não estivesse definitivamente estabelecida.

Ainda segundo esta fonte, a vacina não pode ser administrada a indivíduos imunodeprimidos, grávidas, menores de 1 ano e pessoas que tenham sido submetidas a terapêutica com salicilatos (grupo de fármacos que contêm ácido salicílico e que são usados para combater a inflamação em doenças como a artrite reumatoide, por exemplo).

A SIP recomenda que a vacina da varicela seja administrada em adolescentes (11-13 anos) e adultos suscetíveis (indivíduos trabalhadores não imunes em ocupações de alto risco: trabalhadores de saúde; professores; trabalhadores de infantários e creches; mulheres não imunes antes da gravidez; pais de criança jovem, não imunizados; adultos ou crianças que contactam habitualmente com doentes imunodeprimidos.”

Em Portugal existem 2 vacinas comercializadas, estando autorizadas para administração em indivíduos com idade acima dos 12 meses. Aconselhe-se com o pediatra do seu filho e/ou com o seu médico de família, no caso de ser um adulto suscetível.

Vírus latente

Depois de se ter tido varicela, o vírus fica “adormecido” no organismo, podendo manifestar-se alguma vez ao longo da vida com erupção cutânea vesiculosa e dolorosa em apenas uma parte do corpo (erupção esta também conhecida por zona), em especial com o avançar da idade e quando o sistema imunitário fica mais fragilizado.

Grupos de risco

Esta é uma doença muito contagiosa, mas de evolução geralmente benigna, a varicela pode, contudo, ter complicações potencialmente graves em alguns casos. Saber reconhecê-la e tratá-la atempadamente é essencial.

Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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