AdvanceCare | Alimentação saudável e dietas específicas na prevenção cardiovascular: realidade e mitos

Alimentação saudável e dietas específicas na prevenção cardiovascular: realidade e mitos

A alimentação é hoje reconhecidamente um dos fatores mais importantes para a prevenção cardiovascular primária e secundária. Veja o que é realidade ou mito neste artigo.

A assunção de uma relação causal entre uma alimentação nutricionalmente desequilibrada e o desenvolvimento de doença cardiovascular tem levado as principais estruturas e sociedades científicas internacionais a emitir recomendações alimentares e nutricionais específicas, que recaem sobre questões desde a composição nutricional dos alimentos aos produtos e hábitos alimentares que devem ser incluídos/excluídos por rotina, como parte de um padrão alimentar saudável. A alimentação é hoje reconhecidamente um dos fatores mais importantes para a prevenção cardiovascular primária e secundária.
Apesar de não existirem recomendações específicas para a população portuguesa, os profissionais de saúde têm-se regido pela adaptação das referidas recomendações à nossa realidade. Estas baseiam-se na evidência científica e preconizam, genericamente, o aumento do consumo de peixe e de fibras (através do consumo de fruta, produtos hortícolas e cereais integrais e leguminosas), a diminuição da ingestão de sal e de gordura saturada, trans e colesterol, bem como a moderação no consumo de bebidas alcoólicas. A dieta dASH e a dieta Mediterrânica são dietas específicas com evidência de proteção cardiovascular, que incorporam nos seus princípios diversos aspetos das recomendações. No entanto, um profundo desconhecimento e desvalorização de certos aspetos fulcrais para a prevenção cardiovascular, tem levado à existência de um gapentre o que são os princípios de uma alimentação saudável e a realidade do consumo alimentar no nosso país.
A literacia em saúde, no que toca às questões da alimentação saudável, tem imposto vários desafios à disseminação da «boa informação». Assiste-se ainda, por um lado, a uma forte presença das tradições e sabedoria populares nas atitudes diárias de prevenção de doença e promoção da saúde e, por outro, a um acesso mais próximo à informação, cujo apoio científico está, por vezes, pouco presente. Apesar de distintos, ambos os fenómenos têm contribuído para a proliferação de alguns mitos sobre a alimentação adequada para a prevenção da doença cardiovascular, dos quais se destacam o consumo de vinho e a respetiva quantidade recomendada, o papel dos alimentos ricos em colesterol no aumento do colesterol sanguíneo, e o papel da gordura saturada e dos suplementos alimentares/nutricionais no risco cardiovascular. O presente artigo pretende abordar as principais recomendações sobre prevenção cardiovascular, esclarecendo sobre algumas dietas específicas que resumem aspetos destas recomendações, bem como alguns mitos enraizados na nossa cultura.

 

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Conteúdo disponível na Revista Factores de Risco da Sociedade Portuguesa de Cardiologia