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Cirurgia plástica: manual do pós-operatório

Cada vez mais pessoas procuram a cirurgia plástica para melhorar aspetos específicos da sua aparência com as quais não se identificam. Apesar de eficaz, a cirurgia plástica, tal como como qualquer intervenção médica mais invasiva, exige cuidados pós-operatórios que é importante seguir à risca.

Nos tempos que correm já não existe motivo para vivermos contrariados com a imagem. Com a ajuda das mais avançadas tecnologias, a cirurgia plástica tem o poder de devolver uma aparência mais jovem e uma silhueta elegante. Realizada a intervenção, o êxito da cirurgia plástica depende da reação do organismo mas, sobretudo, que o paciente seja fiel a cada indicação médica na fase do pós-operatório.

1. Abdominoplastia

Cirurgia plástica para remover a gordura, flacidez, excesso de pele e estrias, esta intervenção melhora toda a zona entre o umbigo e o púbis. A cirurgia tem a duração de 2 a 4 horas, com anestesia geral ou, em alguns casos, local. As primeiras 24 horas poderão ser as mais difíceis, uma vez que existe maior probabilidade de surgirem complicações devido à anestesia. Sentirá inchaço e dor moderada nos primeiros tempos, mas que é controlada por medicação. Confirme que pode regressar à clínica ou contactar o médico caso surjam imprevistos.

1.1. Cuidados pós-operatórios

Para drenar o excesso de sangue ou fluidos, são colocados pequenos tubos na zona da incisão durante a cirurgia. Estes são retirados logo que a drenagem seja concluída (o médico dará instruções sobre como proceder na limpeza dos drenos se necessário). Um penso cirúrgico revestirá e protegerá a região intervencionada. A cama terá de ser posicionada para elevar a parte superior do corpo e os joelhos. Poderá ainda ser necessária a administração de antibiótico e anticoagulante, durante os dez dias após a abdominoplastia. Durante pelo menos 30 dias, recomenda-se a utilização de uma cinta específica para evitar a acumulação de líquido na região intervencionada, beneficiar a recuperação e a posterior cicatrização.

2. Lipoaspiração

Através de um tubo e um dispositivo de vácuo, o cirurgião retira o tecido adiposo em excesso na zona a ser intervencionada. Esta cirurgia ajuda a eliminar a gordura de zonas tão diversas como abdómen, nádegas, quadris, coxas, tornozelos, queixo, bochechas, pescoço e parte superior do braço. Em média, a lipoaspiração pode demorar 1, 2 ou mais horas para ser concluída e necessita de anestesia geral ou localizada, dependendo da dimensão da intervenção. Inicialmente, a lipoaspiração provoca alguma dor e desconforto, sintomas que são controlados com analgésicos.

2.1. Cuidados pós-operatórios

Deverá seguir as indicações do cirurgião para evitar infeção, fibrose, depressão ou outras complicações. Cerca de 2 a 3 semanas após a lipoaspiração, o paciente está preparado para regressar à vida ativa, embora o inchaço e os hematomas possam levar entre um a seis meses a desaparecer, dependendo da capacidade de regeneração do organismo. Na zona do abdómen, usa-se uma cinta modeladora para prevenir a acumulação de líquidos e favorecer a acomodação dos tecidos. No período de recuperação, é importante que possa estar em repouso. Os resultados são evidentes, mas para serem duradouros, precisam de ser suportados por uma alimentação equilibrada e exercício físico. Decorridos 3 meses, a zona que foi submetida à lipoaspiração apresenta um aspeto normal.

3. Mamoplastia de aumento

Os implantes mamários de silicone ou de solução salina são colocados abaixo ou acima do músculo peitoral, proporcionando um aumento da mama e uma melhoria da sua forma. Esta cirurgia é indicada para aumentar o volume dos seios e para casos de peitos assimétricos ou descaídos. No entanto, o efeito não é imediato. No primeiro mês, o implante começa a adaptar-se ao corpo e, ao final de um trimestre, ganha a forma definitiva. Em algumas pacientes, poderá levar até 12 meses a estabilizar.

3.1. Cuidados pós-operatórios

É uma das cirurgias plásticas mais procuradas do momento e também das que requerem menos tempo de recuperação. Após alguns dias, a paciente pode regressar à vida ativa, desde que não faça esforço físico. No início, sentirá uma diminuição da sensibilidade no peito, em especial na zona dos mamilos, assim como algum desconforto e hematomas temporários. Nas primeiras 3 a 4 semanas, os esforços estão proibidos para prevenir o risco de rutura dos implantes. Não pode usar soutien, de forma evitar o contacto físico nos seios. As cicatrizes desaparecem entre 3 a 12 meses depois da cirurgia.

4. Rinoplastia

É um procedimento cirúrgico de baixo risco, procurado por quem pretende melhorar a aparência do nariz, após aconselhamento de um cirurgião plástico, ou a função respiratória, neste caso, por sugestão de um otorrinolaringologista. A rinoplastia reduz ou aumenta o tamanho do nariz, corrige a forma muito achatada ou bicuda, elimina o dorso acentuado, altera as pontas demasiado baixas ou levantadas, estreita a base das narinas, quando demasiado grandes ou largas, ou alterar o ângulo entre o nariz e o lábio.

4.1. Cuidados pós-operatórios

A cirurgia do nariz é pouco dolorosa, mas o paciente poderá ter alguma dificuldade em respirar no primeiro ou segundo dia após a operação. O edema e equimose à volta dos olhos são normais. Poderá ser necessário colocar uma tala durante uma semana. A equimose levará cerca de 15 dias a desaparecer, altura em que o paciente está preparado para regressar à vida normal. Por ser uma cirurgia de pormenor, o processo de cicatrização demora alguns meses, em função da capacidade de regeneração celular da pessoa. É muito importante usar protetor diariamente e evitar a exposição solar.

5. Otoplastia

Cirurgia plástica que altera a forma, a posição e o tamanho da orelha. Por má formação congénita ou orelhas proeminentes, esta intervenção pode ser realizada a partir dos 5 anos e até à idade adulta. O médico irá examinar a posição, tamanho e simetria da orelha para perceber quais as técnicas mais indicadas. Poderá ser necessária anestesia geral para intervenções que exijam a remoção de maior cartilagem ou pele. Após a cirurgia, serão colocadas talas de apoio para manter a orelha na nova posição, que serão removidas alguns dias depois. É normal sentir desconforto e algum prurido.

5.1. Cuidados pós-operatórios

Regra de ouro para qualquer cirurgia, deixar de fumar é condição pré e pós-operatória, uma vez que os hábitos tabágicos diminuem o fluxo de sangue na pele e podem atrasar a cicatrização. Pode ainda ser recomendado que cesse a toma de medicamentos, como anti-inflamatórios, e suplementos que aumentam o risco de hemorragia. Inicialmente, notará o inchaço na zona e é importante repousar. Nas primeiras semanas, de dois em dois dias, terá de se deslocar à clínica para mudar o penso (após seis ou oito dias são retirados os pontos). Nas primeiras semanas, deverá ainda evitar movimentos bruscos, dormir com a cabeça elevada e, se necessário, utilizar uma banda de compressão.

Cada cirurgia plástica exige cuidados específicos para que possa beneficiar dos reais resultados da intervenção a que submeteu. A boa execução da cirurgia é uma obrigação do médico mas a responsabilidade de uma recuperação adequada é do paciente.

Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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