AdvanceCare | Diagnóstico: tumor no ovário

Diagnóstico: tumor no ovário

Como um exame de rotina teve um desenrolar inesperado que provocou emoções contraditórias mas a esperança e o otimismo acabaram por imperar. Uma história com um desfecho feliz.

No decorrer de uma ecografia de rotina no âmbito de uma consulta de ginecologia, a médica apercebeu-se da existência de uma massa com um tamanho considerável. Massa da qual não existia qualquer vestígio nos exames anteriores. Sem conseguir definir se estava localizada no ovário ou no útero sugeriu que se fizesse uma TAC (Tomografia Axial Computorizada) para especificar a questão. A palavra «mioma» deixou-me um pouco alertada, mas assim que apresentei o relatório à minha médica assistente fiz a TAC (Tomografia Axial Computorizada) de imediato. O veredito foi perentório: Era um tumor.

A seguir, foi tudo muito rápido. Ainda sem sabermos se seria maligno ou não, os médicos fizeram questão de serem extremamente cuidadosos para não causarem alarmismos. Fui enviada ao laboratório para fazer análises de imediato. A curiosidade foi o meu erro. Quando questionei o enfermeiro acerca da finalidade dos exames, a frase «valores tumorais» chegou como um murro no estômago. Refugiei-me na capela do hospital e chorei.

O primeiro momento foi de incredulidade. Afinal, achamos sempre que estas coisas só acontecem aos outros. Seguiram-se o desespero e o choro até secar as lágrimas. Depois refugiei-me na minha fé e disse para comigo «será mesmo o que Deus quiser».

O processo foi tão rápido que não chegou a ter grande impacto na minha vida. Mas, apesar dos esforços de toda a equipa médica que me foi assistindo a verdade é que aquela rapidez toda me alarmava.

A minha médica assistente entregou-me nas mãos de um ginecologista da sua confiança e o processo desenrolou-se com rapidez. Embora os valores tumorais indicassem que o tumor localizado no ovário era benigno, era uma massa com quase cinco centímetros de diâmetro que tinha crescido no espaço de um ano e que tinha que ser retirada através de uma cirurgia.

O médico era, de facto, extraordinário, e o processo foi célere. Percebi no final que só com o resultado da análise à massa extraída é que ele ficou verdadeiramente descansado.

Era mesmo um tumor benigno.

Fiz questão de manter segredo o tempo que me foi possível. Só precisei de revelar a situação à minha família já mais em cima da data da cirurgia mas tive todo o apoio e carinho quer dos familiares mais próximos quer dos amigos a quem tinha contado. E dos colegas de trabalho que foram extraordinários com as minhas ausências para a realização de exames.

Em termos de vigilância, e embora só tenham passado 6 meses, tenho consultas e ecografias trimestrais para confirmar que está tudo em ordem.

Não é fácil para mim dar conselhos a quem tiver de passar por uma situação semelhante, considerando que cada caso é um caso e quem passa pelo período de ansiedade antes da confirmação de que afinal está tudo bem, é que, de facto, percebe o quão perdido se fica nestas situações. Mas fé e otimismo são essenciais.

 

Testemunho de:
Eva Falcão, 43 anos, Lisboa

Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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