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AdvanceCare | Infertilidade: quando a solução passa pela doação

Infertilidade: quando a solução passa pela doação

A diretora da Clínica CEMEARE, Centro Médico de Assistência à Reprodução, responde a todas as questões sobre doação de ovócitos e espermatozoides.

A doação de gâmetas – ovócitos ou espermatozoides – é uma das técnicas usadas no âmbito da procriação medicamente assistida, reconhecida por lei em Portugal desde 2006 e regulada pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA). Estima-se que entre 10 a 15 por cento dos casos de infertilidade não possam ser resolvidos com células sexuais do próprio casal, segundo dados da Associação Portuguesa de Fertilidade, pelo que recorrer a ovócitos ou espermatozoides de dador pode permitir a concretização da tão desejada gravidez. Maria José Carvalho, médica de Ginecologia e Obstetrícia e diretora da CEMEARE, Centro Médico de Assistência à Reprodução, esclarece as principais questões sobre doação, no feminino e masculino.

Doação de ovócitos e espermatozoides – as principais dúvidas

1. Em que casos o casal pode recorrer à doação?

O casal pode recorrer na nossa clínica à utilização de ovócitos doados em situações de insucesso repetido dos tratamentos de procriação medicamente assistida (PMA) como a fertilização in vitro (FIV) ou micro-injeção (ICSI), em situações de falência ovárica prematura, e em alguns casos de doença genética sem possibilidade de recurso a diagnóstico genético de pré-implantação (DGPI). No caso de o casal querer recorrer à doação de espermatozoides em situações de ausência de espermatozoides e em situações de doença genética sem possibilidade de recurso a DGPI. Todos os casais são avaliados em consulta de Psicologia para informação complementar e ponderação da sua decisão.

2. Que requisitos são necessários para ser dador(a)?

A dadora tem de respeitar todos os requisitos do CNPMA – Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida, entidade reguladora da atividade de PMA em Portugal. A dadora deverá ter idade entre os 18 e 34 anos e o dador ter idade entre os 18 e 44 anos, ser saudável, sem história pessoal ou familiar de doença genética ou hereditária grave e psicologicamente equilibrada. Os dadores devem também ser rastreadosa clínica e analiticamente, e é efetuado um estudo genético do cariótipo. As análises serológicas para as doenças infeciosas têm de ser negativas.

Na nossa clínica obtemos as amostras do dador a partir de um Banco de Esperma certificado em Barcelona, que são responsáveis pela avaliação dos dadores.

3. E que contraindicações me impossibilitam ser dador(a)?

São contraindicações não respeitar os critérios do CNPMA e outras consideradas relevantes pela clínica.

4. Existe uma compensação financeira?

A doação  é voluntária, de caráter benévolo, e não remunerada, embora exista uma compensação limitada ao reembolso das despesas efetuadas, cujo valor é estipulado pelo CNPMA e é o mesmo em todo o território nacional.

5. Este processo acarreta riscos para o/a dador(a)?

No caso da dadora, esta é informada previamente de que existem riscos mínimos relacionados com a estimulação hormonal e a punção ovárica, mas são riscos relativamente bem controlados pelos protocolos acuais. Estes procedimentos não interferem na capacidade fértil da dadora porque os ovócitos recrutados são apenas os que estão disponíveis para aquele ciclo menstrual, não afetando a reserva ovárica. No entanto, um dador não acarreta riscos.

6. Em que consiste o processo de doação? O que terei de fazer exatamente e durante quanto tempo?

A dadora efetua um tratamento hormonal com injetáveis, sendo simultaneamente monitorizada através de análises e ecografia durante cerca de dez 10 dias. Será depois submetida a uma colheita de ovócitos por punção transvaginal sob sedação analgésica. No caso do dador, este colhe esperma por masturbação para um recipiente esterilizado. Em seguida, o esperma é preparado em laboratório e criopreservado em palhetas que ficam armazenadas em azoto líquido.

7. A doação é feita sob anonimato?

A doação e todo o processo dos dadores são efetuados sob anonimato.

8. Posso fazer mais do que uma doação?

A legislação atual permite efetuar t3 colheitas de ovócitos a cada dadora. Ao dador, a legislação atual permite obter esperma de um mesmo dador em múltiplas colheitas de espermatozoides. A utilização das amostras de um dador poderá ser utilizada de acordo com os critérios exigidos pelo CNPMA.

9. É possível retroceder na decisão depois do tratamento?

A dadora pode não querer doar os seus ovócitos até ao momento da fertilização dos ovócitos. E o dador pode não doar até ao momento da utilização da amostra.

10. Vou saber a quem se destina a minha doação?

Os dadores não poderão saber a quem se destina a sua doação.

A doação de ovócitos ou espermatozoides oferece uma resposta a muitos casais afetados pela infertilidade e que, por questões genéticas ou de insuficiência das células sexuais, não conseguem engravidar.

NOTA: Estas respostas visam prestar informação geral. Todo o processo de obtenção de ovócitos e espermatozoides doados encontra-se fora do protocolo de colaboração entre a AdvanceCare e a CEMEARE.

Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
A presente informação não vincula a AdvanceCare a nenhum caso concreto e não dispensa a leitura dos contratos de seguros/planos de saúde, nem a consulta de um médico e/ou especialista.