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Rir com Saúde

Já que falamos de ano novo, porque não começá-lo a sorrir? A 18 de janeiro, celebramos o Dia Internacional do Riso. Em 2017, ria e sorria mais vezes e com mais vontade, com uma boca sã e um sorriso de fazer inveja. Leia aqui os conselhos de Patrícia Rodrigues, médica dentista na Clínica Dentária de Santa Madalena, no Parque das Nações, e descubra como rir com saúde.

São muitas as razões para o sorriso ser uma fonte de constrangimento, quase sempre uma deficiente saúde oral resulta de uma combinação de higiene oral incorreta e de hábitos relacionados com o estilo de vida também eles incorretos. É certo que também há doenças, como a diabetes, o stress e a osteoporose que têm impacto negativo na saúde da boca, afetando as gengivas e, indiretamente, fragilizando os dentes.

É preciso reconhecer que os comportamentos têm muito a ver. Fumar não ajuda, pois a molécula da nicotina é nociva, sobretudo para as gengivas. E, depois, há a alimentação, com o excesso de açúcar à cabeça. E por que é que o açúcar desempenha este papel negativo? Porque é dele que se alimentam as bactérias que existem na boca, transformando-o em ácido que, por sua vez, corrói o esmalte dos dentes.

Lavar bem os dentes é preciso

Mas a verdade é que nesta balança de “inimigos” da saúde oral pesam, e muito, outros hábitos: os da higiene oral. A experiência de Patrícia Rodrigues, enquanto médica dentista com prática clínica em periodontologia e implantes, não lhe deixa dúvidas de que “as pessoas não sabem lavar os dentes corretamente”: diz mesmo que “escovam mal os dentes e as gengivas”, esquecendo-se de que as gengivas também devem ser escovadas e só se lembrando de usar o fio dentário ou o escovilhão quando sentem comida fibrosa intrometida entre os dentes.

E, no entanto, demora muito pouco tempo fazer uma higiene oral correta: dois minutos. É o tempo necessário para um uso eficaz das ferramentas básicas – a escova, o fio dentário e o escovilhão, sendo que a pasta e os colutórios ou elixires funcionam como coadjuvantes. A escova deve ser adequada a cada boca, digamos assim – de cerdas mais suaves ou mais duras. Já a pasta também deve ir ao encontro das especificidades de cada pessoa, podendo dirigir-se mais ao cuidado das gengivas ou mais ao cuidado dos dentes. O que é importante é que a escolha seja feita sempre com conselho do médico dentista ou do higienista.

Não se esqueça do fio dentário

Em termos de conselhos, Patrícia Rodrigues coloca ênfase no uso de fio dentário, que reputa de essencial. Na sua opinião, deve ser usado sempre, até porque, para quem tem dificuldade em dominar a técnica, já existem aplicadores muito práticos que simplificam a vida: têm a forma de serrilha e basta segurar no cabo para o fio entrar no espaço entre dois dentes e remover a placa bacteriana. Um escovilhão é a alternativa quando esse espaço é muito largo e não permite eliminar a placa.

São gestos a repetir pelo menos duas vezes ao dia, de preferência depois do pequeno-almoço e depois do jantar. Mas o ideal seria um terceiro momento de higiene oral, a seguir ao almoço. O ideal é ter uma bolsa com escova de dentes e pasta dentífrica no local de trabalho.

Estes são cuidados essenciais para prevenir as doenças da boca, desde logo a cárie e a gengivite. É que são doenças reversíveis, mas requerem a correção dos hábitos de higiene oral e, naturalmente, a intervenção do médico. A mensagem aqui é que podem e devem ser prevenidas.

E, a este propósito, Patrícia Rodrigues recomenda uma visita ao dentista a cada seis meses, para avaliação da saúde oral. Do que se trata é de identificar o mais precocemente possível qualquer problema, corrigindo-o antes que evolua. Para poder rir com confiança.

 

Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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