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Eritema Nodoso

O eritema nodoso é uma síndrome dermatológica (correspondente a uma paniculite séptica aguda) que se manifesta através de nódulos eritematosos, dolorosos e tensos. O eritema nodoso afeta o tecido celular subcutâneo, com inflamação dos vasos sanguíneo septais, traduzindo-se por sinais de vasculite.

Os nódulos apresentam cor vermelha ou vermelha-violácea têm entre 1 a 5 cm de diâmetro e são dolorosos à palpação. A consistência é mole e a dor surge espontaneamente ou perante o mínimo contacto. O número de nódulos é variável, podendo aparecer nas pernas, face, coxas e na parte de trás dos braços.

eritema nodoso

Imagem de um eritema (vermelhidão da pele devido à dilatação dos vasos sanguíneos que se encontram sob a sua superfície) na perna.

As manifestações articulares apresentam-se, normalmente, através de dores e inflamação, sobretudo ao nível dos joelhos e dos tornozelos, embora por vezes também possam surgir na anca, nas mãos e nos ombros. Os sintomas manifestam-se por um período de 10 a 20 dias, perturbando bastante a vida quotidiana.
A origem da doença ainda não é exatamente conhecida, mas pensa-se que pode ser provocada por uma reação autoimune, em que o sistema imunitário, perante um determinado estímulo, produz anticorpos que atacam os próprios componentes orgânicos (nomeadamente os septos de tecido conjuntivo que separam os lóbulos do tecido adiposo da hipoderme, proporcionando o aparecimento dos nódulos cutâneos típicos da doença).

Muitas vezes o eritema nodoso não é uma doença isolada, mas sim um sinal de outro quadro clínico.

Os jovens adultos são mais propensos a desenvolver eritema nodoso (que pode reaparecer durante meses ou anos).

 

Nas crianças, o eritema nodoso segue-se quase sempre a uma infeção causada por estreptococos. Nos adultos, as causas mais frequentes são as infeções estreptocócicas e a sarcoidose. Outras causas incluem a lepra, a coccidioidomicose, a histoplasmose, a tuberculose, a psitacose, o linfogranuloma venéreo e a colite ulcerosa. Esta doença também pode advir de uma reação farmacológica (em especial às sulfamidas, aos iodetos, aos brometos e aos contraconcetivos orais).

Causas de Eritema Nodoso

Embora em aproximadamente 25% dos casos não seja possível detetar qualquer fator responsável pelo desencadear desta reação autoimune, nos restantes é possível identificar algum dos fatores precipitantes, como:

  • Infeção bacteriana das vias respiratórias superiores, por exemplo uma faringite provocada por estreptococos. Pode ser igualmente provocada por outras infeções como tuberculose, infeções virais ou micoses.
  • Doenças não infecciosas, como a colite ulcerosa, a doença de Crohn, a sarcoidose ou a leucemia.
  • Reações de sensibilidade à administração de vários medicamentos, como por exemplo os contracetivos orais, os salicilatos, a penicilina e as sulfamidas.

Sintomas de Eritema Nodoso

A doença tem normalmente um início insidioso, através do aparecimento de manifestações pouco específicas, tais como:

  • Debilidade e cansaço.
  • Perda de apetite.
  • Febre.
  • Dores articulares difusas.

Levando o posteriormente ao:

  • Aparecimento de contusões salientes na zona das canelas, que passam gradualmente de uma cor rosada para um tom castanho-azulado.
  • Gânglios linfáticos aumentados (sobretudo na zona do tórax).

Diagnóstico e tratamento de Eritema Nodoso

O eritema nodoso é facilmente diagnosticável através da observação clínica e, de facto, não constitui um problema muito grave. De qualquer forma, é muito importante detetar a sua eventual origem, já que a patologia pode constituir um sinal de alarme de uma outra doença.
Podem ser solicitadas análises ao sangue e à urina, radiografias ao tórax e outros exames complementares de diagnóstico, de acordo com as suspeitas em cada caso específico.
O adequado diagnóstico é fundamental para o tratamento do eritema nodoso, uma vez que só tratando a raiz do problema se evitam reincidências.

O tratamento dos sinais e sintomas passa por:

  • Repouso.
  • Administração de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos, como o ácido acetilsalicílico ou a indometacina e, e, em casos mais raros, medicamentos mais fortes, como o iodeto de potássio.
  • O eritema nodoso é uma doença que tem tendência para se curar de forma espontânea após 1 ou 2 meses do seu aparecimento, mesmo sem qualquer tratamento.
  • Se a patologia for provocada pela administração de um determinado medicamento, deve-se interromper imediatamente a sua utilização.

 

Artigo revisto e validado pelo especialista em Medicina Geral e Familiar José Ramos Osório.

 

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