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Febre Reumática

Streptococcus bacteria

Imagem microscópica de Streptococcus Pyogenes, bactéria na origem da febre reumática.

Doença inflamatória provocada pela bactéria Streptococcus Pyogenes que afeta sobretudo as crianças, entre os cinco e os 15 anos.

É uma infeção que surge, regra geral, como consequência de escarlatina ou de uma inflamação na garganta, nomeadamente faringite, mal tratada.

Embora seja pouco comum nos países desenvolvidos, é uma patologia grave que pode afetar o coração, originando a destruição de tecidos, danos nas válvulas ou até insuficiência cardíaca.

A inflamação pode durar semanas ou até alguns meses, mas deixar sequelas graves como lesões na válvula mitral ou danos no músculo cardíaco.

 

Causas de Febre Reumática

Visto conter uma proteína semelhante à presente no corpo (especialmente nos tecidos do coração, pele, sistema nervoso e articulações), esta bactéria “confunde” o sistema imunitário, levando-o a combater os seus próprios tecidos, danificando-os.

A ausência de tratamento antibiótico ou a interrupção da toma antes do prazo previsto são considerados fatores de risco. No entanto, nem todos os casos de inflamação sem tratamento originam febre reumática. Estima-se que exista uma predisposição genética que torna algumas pessoas mais vulneráveis ao problema. Outros fatores de risco residem do tipo de bactéria Streptococcus Pyogenes responsável pela infeção (algumas são mais propensas a originar febre reumática do que outras) e as condições de vida da pessoa, nomeadamente a nível sanitário (maior exposição a bactérias e infeção).

 

Sintomas de Febre Reumática

A doença pode ter início como uma inflamação na garganta, caracterizada por:

  • Febre.
  • Dor de garganta.
  • Gânglios no pescoço aumentados e vermelhidão intensa.
  • Pontos vermelhos ou placas de pus na garganta.

Aproximadamente, entre duas e quatro semanas depois podem surgir as queixas específicas de febre reumática, nomeadamente atrite e cardite. Embora a sua designação inclua a palavra febre, este sintoma pode não se manifestar. Os principais sinais são:

  • Febre.
  • Dor articular (especialmente no tornozelo, joelho, pulso e cotovelo).
  • Vermelhidão, calor e edema nas articulações.
  • Dor que transita de uma articulação para outra (poliartrite migratória).
  • Nódulos subcutâneos de pequena dimensão e indolores.
  • Dor no peito.
  • Sopro cardíaco.
  • Fadiga.
  • Eritema marginatum – lesão cutânea que forma máculas ou pápulas avermelhadas na zona do tronco, face e membros.
  • Coreia de Sydenham – problema no sistema nervoso que provoca movimentos corporais involuntários (nas mãos, pés e face) e pode gerar alterações comportamentais, sensibilidade emocional (riso, choro súbito).

 

Tratamento de Febre Reumática

O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica do paciente. Não existe uma análise laboratorial específica que identifique a febre reumática, mas é possível detetar uma infeção recente por Streptococcus Pyogenes. A realização de radiografias ao tórax, eletrocardiograma e outros exames de imagem permitem avaliar o impacto nos órgãos, nomeadamente no coração.

O tratamento inclui a toma de antibióticos para combater a infeção, anti-inflamatórios para atenuar os sintomas nas articulações e corticosteroides, em certos casos. Na febre reumática o risco de recidiva é elevado, pelo que, a toma profilática de antibiótico é frequentemente recomendada.

 

Artigo revisto e validado pelo especialista em Medicina Geral e Familiar José Ramos Osório.
Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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