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Herpes

O herpes faz parte de uma família de vírus que, uma vez contraídos pelo indivíduo, permanecem no organismo para toda a vida. Provoca pequenas erupções na pele, com vesículas cheias de líquido e reativa-se periodicamente, regra geral afetando a mesma zona. Na maioria dos casos trata-se de infeções benignas, mas incomodativas e contagiosas.

Existem vários tipos de vírus:

  • Herpes Simplex – Também designado por herpes simples, está na origem das infeções na face e nos órgãos genitais. Subdivide-se em:
    • Tipo 1: responsável pelas infeções na zona da boca e dos olhos, vulgarmente denominadas herpes labial ou herpes oftálmico.
    • Tipo 2: associado ao aparecimento de herpes genital.
  • Herpes Zóster – É o vírus que provoca a Varicela (também designado varicella zoster) e a Zona, infeção cutânea caracterizada pelo aparecimento de vesículas, vermelhidão, irritação e dor num dos lados do tronco, geralmente no trajeto ou um nervo intercostal (entre as costelas). Pode também provocar uma infeção ocular.

 

Causas do Herpes

O vírus permanece latente no indivíduo e as novas erupções podem ser desencadeadas periodicamente, devido a vários fatores, embora por vezes não tenham um motivo aparente. As principais situações na origem de uma erupção ou reincidência são:

  • Exposição solar.
  • Stress.
  • Febre.
  • Menstruação.
  • Diminuição das defesas imunitárias.

No que respeita ao modo de contágio, este depende da infecção:

  • Herpes facial – afeta sobretudo a zona da boca, daí o uso frequente do termo herpes labial. Transmite-se pelo contacto com as vesículas ou com a zona circundante (boca) através, por exemplo de: beijo, partilha de utensílios (copo, talheres) ou de batom/bálsamo labial.
  • Herpes genital – localizado na zona genital, o contágio processa-se através de contacto direto com a erupção cutânea, ou seja, durante o ato sexual.
  • Herpes oftálmico – a infecção recorrente por herpes simplex que afeta a córnea é também designada por queratite. Pode desaparecer naturalmente, contudo se for recorrente pode danificar a córnea e aumentar o risco de problemas na visão.

A infecção ocular pode ainda ser provocada pelo vírus zoster, quando atinge os nervos do olho, provocando uma inflamação cujos sintomas são idênticos à infceção por herpes simplex, à exceção do edema nas pálpebras e irritação cutânea na zona ocular.

 

Sintomas do Herpes

A dor e formigueiro na zona afetada são os primeiros sinais de aparecimento de herpes. O vírus transmite-se mais rapidamente durante a erupção, embora possa ocorrer em casos assintomáticos.

Eis os principais sintomas:

  • Herpes facial (herpes labial)
    • Comichão, formigueiro.
    • Bolhas e úlceras na boca (língua, lábios, gengivas, céu da boca, garganta) ou na face e queixo.
    • Dor.
    • Febre.
    • Cansaço.
    • Dores musculares.
  • Herpes genital
    • Bolhas, inchaço.
    • Úlceras na zona genital e circundante (coxas, nádegas).
    • Prurido.
    • Dor ao urinar.
    • Dores nas pernas e na zona inferior das costas.
    • Febre.
    • Cansaço.
    • Dores musculares.
  • Herpes oftálmico
    • Olho vermelho.
    • Dor no olho e na zona em redor.
    • Lacrimejar intenso.
    • Intolerância à luz.
    • Visão turva.
    • Comichão, ardor.
    • Sensação de corpo estranho no olho.
    • Edema nas pálpebras ou à volta do olho.

Infeção de herpes labial.

 

Tratamento do Herpes

Herpes Labial – a observação médica das lesões permite o diagnóstico. O tratamento deverá ser adequado à frequência e intensidade dos surtos, recorrendo a medicamentos antivirais, tanto orais como tópicos.

Herpes Genital – a ausência de sintomas é comum nesta patologia, por outro lado os sintomas são semelhantes a outras doenças sexualmente transmissíveis, por isso o diagnóstico pode incluir a realização de análises ao sangue para detetar o vírus. O tratamento consiste na toma de fármacos antivirais por via oral.

Herpes oftálmico – é um problema oftalmológico que requer avaliação médica, para que possa ser feito o diagnóstico exato (infecção devido a vírus herpes simplex ou zóster) e indicar o tratamento adequado. Este poderá incluir a toma de medicamentos antivirais por via oral ou tópica.

 

Artigo revisto e validado pelo especialista em Medicina Geral e Familiar José Ramos Osório.
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