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Não posso ter filhos. E agora?

Conceber um filho de forma natural é o projeto de vida da maioria dos casais mas, para concretizá-lo, pode ser necessário ajuda extra. Em Portugal, segundo dados de 2009, estima-se que cerca de 10 por cento dos casais seja afetado por algum tipo de infertilidade. Por definição, existe infertilidade se, após 12 meses de relações sexuais regulares e sem contraceção, um casal não consegue engravidar.

O impacto que um diagnóstico de infertilidade tem no casal é devastador. De acordo com um estudo publicado no British Journal Of Medical Practitioners, a parentalidade marca uma viragem para a vida adulta em muitos casais e a incapacidade de realizar este projeto é vivida com grande angústia, raiva e stress, sendo comuns os sentimentos de perda de identidade e de culpa. Pensa-se que o stress seja vivido de forma mais intensa pela mulher, contudo, o impacto deste diagnóstico seja a nível individual, seja no seio do casal, é inegável, confirmam os autores do estudo.

Rede de apoio

A forma como cada pessoa lida com a notícia depende de fatores como a personalidade e expectativas, o contexto social ou familiar. O desânimo ou revolta são reações normais numa primeira fase e gradualmente ultrapassáveis, com o apoio certo. Desde o início, é importante manter um diálogo aberto e franco entre cônjuges, uma vez que a partilha de sentimentos, dúvidas e receios (na maioria das vezes comuns) reforça a união do casal. A infertilidade é um problema de saúde cujas causas são múltiplas – em 30 por cento dos casos ambos contribuem para o problema e noutros 10 não é possível identificar a causa –, como tal, não pode nem deve existir atribuição de culpas.

Partilhar ou não partilhar

A decisão de revelar o problema à família, amigos ou colegas, é pessoal. Especialistas aconselham a definir com o parceiro e a tentar prever qual será o tipo de reação da pessoa, para perceber se poderá ser benéfico ou, pelo contrário, representar uma fonte acrescida de stress. É frequente ainda recorrer-se a associações, grupos de partilha, fóruns online para contactar com pessoas com a mesma experiência. Recorde-se, contudo, que para aconselhamento e esclarecimento de dúvidas deve sempre optar por um especialista na área de infertilidade.

Encarar o problema

Ultrapassado o choque, o sentimento de perda e de negação que, muitas vezes, marcam as emoções iniciais, chega a altura de olhar para o futuro, analisar a situação com objetividade e identificar as medidas que podem ajudar a resolver o problema. São vários os fatores que condicionam a fertilidade, bem como as soluções que a Medicina tem ao dispor. O médico é e será o seu melhor aliado. Através da análise minuciosa da situação, envolvendo exames e consultas com ambos os elementos do casal, poderá indicar as estratégias a seguir.

Procurar ajuda especializada

Os avanços médicos e científicos das últimas décadas têm sido marcantes. Seja pela regularização dos ciclos reprodutivos, pela estimulação ovárica ou pelo recurso às técnicas de fertilização in vitro, a medicina possui atualmente um leque vasto de tratamentos que dão resposta a muitas situações. Ignorar o problema é um erro a evitar, pelo que procurar ajuda através de uma consulta de fertilidade pode ser o primeiro passo para a realização do sonho do casal.

A infertilidade afeta dez por cento dos casais em Portugal. Este é um problema de saúde complexo mas para o qual a Medicina tem cada vez mais respostas. Procurar ajuda especializada é o primeiro passo para avaliar a situação e, em muitos casos, realizar o sonho de ter um filho.

Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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