Fertilização in vitro (FIV)

Maternidade
Última atualização: 01/08/2022
  • A infertilidade é um problema que afeta 15% dos casais em idade reprodutiva em todo o mundo.
  • A fertilização in vitro é uma técnica utilizada em caso de obstrução ou ausência de trompas, propiciando a fecundação em ambiente laboratorial.
  • O processo tem início com uma consulta de avaliação de infertilidade, sendo que o tratamento da fertilização in vitro obedece a várias fases, sempre com a preocupação de imitar as condições in vivo garantindo desta forma o maior sucesso possível.
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A fertilização in vitro é a resposta terapêutica prioritária em situações de obstrução ou mesmo ausência de trompas, situações estas que inviabilizam a fecundação, pois é nas trompas que acontece o encontro entre os ovócitos e os espermatozoides. No entanto, poderá também ser utilizada noutras situações de infertilidade conjugal.

Infertilidade, um problema global

A infertilidade é um problema de saúde global que afeta milhões de pessoas em idade reprodutiva em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os dados disponíveis sugerem que esta é uma situação que atinge 15% dos casais em idade reprodutiva. 

De acordo com a OMS, a infertilidade é uma doença do sistema reprodutor masculino ou feminino definida pela incapacidade de conseguir uma gravidez após 12 meses ou mais de relações sexuais regulares desprotegidas. 

A infertilidade primária é a incapacidade de ter qualquer gravidez, enquanto a infertilidade secundária é a incapacidade de ter uma gravidez após uma conceção previamente bem-sucedida. 

A infertilidade pode ocorrer devido a fatores masculinos, fatores femininos, uma combinação de fatores masculinos e femininos ou pode ser inexplicável. De qualquer forma, fatores ambientais e de estilo de vida, como tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade e exposição a poluentes ambientais, têm sido associados a menores taxas de fertilidade.

O que é a fertilização in vitro

No caso de um quadro de ausência de trompas ou trompas obstruídas, é proposto ao casal que a fertilização ocorra in vitro, isto é, fora do organismo feminino. De acordo com a American Society for Reproductive Medicine, trata-se da realização de um bypass ao processo biológico, colhendo quer os ovócitos, quer os espermatozoides, propiciando a fecundação em ambiente laboratorial, sempre com a preocupação de imitar as condições in vivo garantindo desta forma o maior sucesso possível. Uma vez conseguida a fertilização, dá-se o desenvolvimento embrionário e o processo culmina com a transferência dos embriões obtidos para o útero. Se houver implantação, o processo foi bem-sucedido e o casal obtém, finalmente, a gravidez desejada.

Processo tem início com uma consulta de avaliação

O Programa de infertilidade da AdvanceCare inclui uma consulta de avaliação que consiste na identificação das causas de infertilidade através de três parâmetros: avaliação da competência ovárica, avaliação das condições útero-tubárias e avaliação da função espermática.

Uma vez realizado o diagnóstico de infertilidade, será definida uma proposta clínica que poderá contemplar a procriação medicamente assistida (PMA), mediante a identificação da técnica mais adequada a cada casal. 

O diagnóstico e o respetivo tratamento serão realizados no Centro Médico de Assistência à Reprodução (Cemeare) Prestador convencionado AdvanceCare. 

Durante todo o processo o casal será acompanhado por um Consultor dedicado da AdvanceCare.


Fases do tratamento de fertilização in vitro

Punção ovárica + FIV

Consiste na colheita dos ovócitos, efetuada cerca de 36 horas após a administração da hCG, ou de outra hormona utilizada para o mesmo efeito. A punção transvaginal é feita sob controlo ecográfico e com recurso a anestesia de modo a não existir qualquer desconforto para a mulher. Por sua vez, e após 2 a 3 dias de abstinência sexual, o homem procede à colheita do sémen, que é de imediato preparado em laboratório com vista à fertilização in vitro.

A fertilização acontece logo após a colheita dos ovócitos e dos espermatozoides. O líquido folicular colhido através da punção é analisado para identificação dos ovócitos, que são colocados em ambiente de cultura. Posteriormente, é incubado o sémen no qual foi previamente detetada uma concentração adequada de espermatozoides móveis.

 

Transferência de embriões

A transferência dos embriões realiza-se 2 a 3 dias após a mulher ter efetuado a punção transvaginal, podendo também acontecer 5 a 6 dias depois. O número de embriões a transferir depende da qualidade dos mesmos, da idade da mulher ou por decisão do casal. Em regra, transfere-se 1 a 2 embriões por se considerar que este número corresponde a uma melhor taxa de sucesso, com menor risco de uma gravidez múltipla. Os embriões a transferir são colocados num fino cateter que é introduzido no útero. Este procedimento não requer anestesia.

Criopreservação de embriões

O processo de fertilização in vitro, por decorrer em ambiente laboratorial controlado, permite acompanhar o desenvolvimento embrionário de forma a identificar os embriões que são passíveis de transferência. Em cerca de 50% dos casos obtêm-se mais embriões do que aqueles que são transferidos num primeiro ciclo de tratamento, situação em que se disponibiliza a criopreservação.

Na prática, significa que esses embriões são criopreservados, podendo ser utilizados num futuro ciclo para tentar uma segunda gravidez ou após um caso de insucesso. A grande vantagem é que deixa de haver necessidade de recorrer a um novo processo de estimulação ovárica e à realização de uma nova punção.

Respostas às perguntas mais frequentes

Como funciona a punção ovárica?

A punção ovárica (colheita de ovócitos) é efetuada com controlo ecográfico e sob o efeito de uma sedo-analgesia para minorar o desconforto. Este é um procedimento com a duração de apenas 15 a 20 minutos, sendo a paciente normalmente aconselhada a permanecer na clínica 2 a 3 horas após a punção ovárica. 

A fertilização in vitro é realizada em regime ambulatório ou de internamento?

A fertilização in vitro é realizada em regime ambulatório. 

Existe algum cuidado a ter após o tratamento?

Depois de se proceder à punção ovárica recomenda-se que a paciente seja acompanhada até casa devido à sedo-analgesia administrada. 

Qual a duração média do tratamento?

Punção + Técnica de Fertilização in vitro (FIV) + Transferência de embriões: Até 2 semanas (desde o início do tratamento hormonal e punção ovárica até à transferência de embrião, salvo se esta for diferida)

Em que momento é feita a criopreservação dos embriões?

Num período de 2 a 6 dias após o processo de FIV, quando se obtêm 1 ou mais embriões. 

Quando é aconselhada a criopreservação de embriões?

A criopreservação é fundamental no caso de existirem embriões excedentários ou não haver indicação para transferência a fresco. A utilização de embriões criopreservados permite não submeter a mulher a uma nova estimulação ovárica e respetiva punção.

Qual o local onde irei realizar o tratamento?

O tratamento terá lugar no Centro Médico de Assistência à Reprodução (Cemeare) – Prestador convencionado AdvanceCare. Informe-se junto da Cemeare sobre os médicos que o irão acompanhar ao longo de todo o processo. 

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Conselho cientifico

Conteúdo revisto

pelo Conselho Científico da AdvanceCare.

A presente informação não vincula a AdvanceCare a nenhum caso concreto e não dispensa a leitura dos contratos de seguros/planos de saúde nem a consulta de um médico e/ou especialista.

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