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Intolerância à lactose?

Todos nós já ouvimos falar de intolerância à lactose, mas será que sabemos realmente o que significa? Descubra aqui o que é este problema e os primeiros passos a dar para aumentar o seu bem-estar.

Neste artigo explicamos-lhe o que acontece quando o organismo tem dificuldade em processar o açúcar que está presente no leite e nos seus derivados, os sinais de alarme e como tratar este problema.

 O que é a intolerância à lactose?

Por vezes, o açúcar que está presente no leite e nos seus derivados – a lactose – não é bem digerido pelo organismo, devido à incapacidade do intestino delgado produzir quantidades suficientes de lactase, a enzima necessária para processar a lactose. Esta insuficiência enzimática provoca intolerância à lactose, que se traduz em sintomas como distensão abdominal (inchaço), náuseas, cólicas, flatulência e diarreia, após a ingestão de alimentos ou bebidas que têm na sua composição este tipo de açúcar.

Em Portugal, segundo a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, cerca de 30% da população sofre de intolerância à lactose. Esta poderá surgir logo nos primeiros anos de vida, quando já há uma propensão genética. Noutros casos, surge mais tarde, «quando a intolerância é desenvolvida ao longo da vida, devido a determinadas doenças gastrointestinais ou cirurgias», explica Paula do Carmo Martins, nutricionista.

 

Fatores de risco

Com o processo de envelhecimento há também uma diminuição gradual da produção da enzima láctase, o que leva a que a idade avançada seja um importante fator de risco, assim como a etnia, visto a intolerância à lactose ser mais comum em negros, asiáticos e hispânicos.

O tipo e a quantidade de bactérias presentes na flora intestinal de cada pessoa também poderão estar relacionados com o desenvolvimento da intolerância à lactose. Por outro lado, algumas patologias que afetam o intestino delgado podem causar alterações na produção de lactase. As gastroenterites virais ou bacterianas, os tratamentos com quimioterapia, a diabetes em fase mais avançada, a doença celíaca ou a doença de Crohn são alguns exemplos.

 

Diagnóstico e tratamento

«Um correto diagnóstico é fundamental, porque os sintomas podem ser confundidos com outro tipo de patologias do trato gastrointestinal», alerta Paula do Carmo Martins. O diagnóstico inclui a história clínica e queixas do paciente, mas também poderá envolver a realização de exames complementares, como o teste de tolerância à lactose, entre outros.

A redução da quantidade de lactose ingerida é também uma das primeiras estratégias aconselhadas pelos especialistas e também umas das mais eficazes para diminuir alguns sintomas. Depois de confirmada a intolerância à lactose, deverá ser iniciado o tratamento. Este passa por retirar todos os alimentos que contenham lactose da dieta alimentar, durante um determinado período de tempo. Nesta fase, a intervenção e o acompanhamento de um nutricionista é fundamental.

«É importante haver uma avaliação nutricional porque, com frequência, esta é uma fase de moderado risco nutricional, com uma baixa ingestão de cálcio, que aumenta o risco de osteoporose, bem como de perda de peso e desnutrição», justifica Paula do Carmo Martins. É também o nutricionista que aconselhará os alimentos a evitar e as quantidades adequadas de lactose a ingerir, de acordo com o perfil de cada pessoa.

Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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