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AdvanceCare | Obstipação: o que é?

Obstipação: o que é?

É difícil encontrar quem nunca tenha sofrido de obstipação, também conhecida como prisão de ventre ou intestino preso. Veja como pode melhorar o seu estilo de vida para que não sofra de obstipação.

A obstipação é uma perturbação intestinal causada, em geral, por maus hábitos alimentares, falta de exercício físico e/ou alterações emocionais. Os sintomas são dificuldade na eliminação de fezes, evacuação pouco frequente e persistência da sensação da vontade de evacuar, mesmo após tê-la feito.
A evacuação “normal” é feita sem muito esforço, sem dor, aproximadamente 4 vezes por semana.

A “prisão de ventre” pode ter inúmeras causas:

  • Lesões do tubo digestivo (tumores, aderências etc.).
  • Lesões orgânicas inflamatórias ou tumorais (colite ulcerosa, doença de crohn, tuberculose intestinal, fissura anal, hemorroidas).
  • Comprometimento dos nervos por neuropatias previamente estabelecidas (diabetes, hiperparatiroidismo e hipotiroidismo).
  • Alterações do sistema nervoso central (traumatismos cranianos, tumores cerebrais, doença de Parkinson, esclerose múltipla).
  • Doenças psiquiátricas e congénitas e principalmente a baixa ingestão de fibras.

A última é, sem sombra de dúvida, a causa mais frequente. Nos dias de hoje as pessoas ingerem cada vez menos fibras. Internacionalmente recomenda-se um consumo médio diário de 20 a 35 gramas. Contudo, dificilmente se ultrapassa 12 gramas por dia. Ao baixo consumo de fibras aliam-se ainda outros fatores, como: ingestão de alimentos que deixam poucos resíduos (carnes, ovos, peixes grelhados, pão branco e arroz), vida sedentária, retenção da vontade de evacuar (habitualmente por falta de tempo, falta de condições ou por vergonha) e o uso indiscriminado de laxantes.

Sintomas

Além do desconforto causado, a obstipação conduz a uma maior retenção de gases, com distensão e dor abdominal, podendo levar à formação de fecaloma (as fezes tornam-se duras, exigindo assistência médica) e ao agravamento de doenças como hemorróidas, trombose hemorroidária e fissura anal aguda. Relativamente ao uso de laxantes, todos são prejudiciais. Na sua maioria, revelam-se nocivos à mucosa do cólon devido ao seu efeito de irritação. O uso abusivo e prolongado pode criar uma inércia intestinal e o órgão passa a funcionar somente com a ingestão de doses cada vez mais elevadas. O seu uso contínuo pode levar à desidratação e ao desequilíbrio de sais minerais, entre outras consequências.

Como tratar

De uma forma geral, obtém-se uma grande melhoria ao optar pela adoção de uma dieta diária rica em fibras e resíduos. Para que isso se concretize, recomenda-se a ingestão de legumes, verduras cruas, alguns tipos de fruta, pão integral, farelo de trigo e aveia, e dois a três litros de líquido por dia. Em paralelo, deve criar-se o hábito da prática regular de exercício físico (que estimula a função intestinal) e de um horário para ir à casa de banho, de preferência após alguma refeição. Ao adotar estas medidas está também a contribuir para a diminuição dos níveis de colesterol. Lembre-se que quanto mais cedo iniciar um tratamento, mais rápida será a melhora. Por si só, a obstipação não é uma doença mas um sintoma que pode levar a outras patologias intestinais, como diverticulite, apendicite e até cancro do cólon. Assim, pessoas com obstipação crónica, dependentes de laxantes, que apresentem alterações no ritmo de funcionamento intestinal, perda de sangue nas evacuações, afilamento fecal, e falsa vontade de evacuar, devem procurar ajuda médica.

A melhor solução para tratar da obstipação poderá começar a fazer exercício físico e ter uma boa alimentação que contenha uma boa percentagem de fibras.