Cancro da Mama no Homem – Uma doença pouco falada
- Em Portugal, cerca de 1% de todos os cancros da mama são no homem.
- O cancro da mama no homem é, por vezes, detetado mais tardiamente devido ao desconhecimento e desvalorização dos sintomas.
- Grande parte da informação sobre cancro da mama é, também, aplicável aos homens e, por isso, devem conhecer os sintomas e fatores de risco associados.
Existe ainda muita desinformação sobre o cancro da mama no homem. Embora seja mais comum entre as mulheres, os homens também podem desenvolver a doença. Estima-se que 1 em cada 1.000 homens venha a desenvolver cancro da mama ao longo da vida e, em Portugal, cerca de 1% de todos os cancros da mama registam-se no homem.
Um dos principais desafios do cancro da mama nos homens prende-se com o facto de, frequentemente, ser diagnosticado em estadios mais avançados nas mulheres. Entre os motivos mais comuns destacam-se a inexistência de rastreio e vigilância de rotina, por oposição às mulheres, mas também o desconhecimento sobre a doença e os seus sintomas, dificultando a sua identificação numa fase precoce. Por isso, é tão importante que esta doença seja falada e que os homens estejam sensibilizados para a sua existência e aprendam a identificar potenciais fatores de risco e sintomas como forma de se protegerem e procurarem apoio médico aos primeiros sinais.
Quais os sintomas de cancro da mama no homem?
Os sintomas são em tudo idênticos aos sentidos pelas mulheres. O primeiro sinal é frequentemente o aparecimento de um nódulo ou espessamento na mama ou na zona da axila, sentidos na palpação. Porém, uma vez que a maioria dos homens não está sensível a estas alterações e não realiza autoexames com frequência, poderá ter dificuldade em identificar os sintomas de forma precoce e, consequentemente, poderá adiar a procura do apoio necessário.
Assim, os sintomas a que todos os homens devem estar atentos são:
- Nódulo ou espessamento na mama, perto da mama ou na zona da axila;
- Alteração do tamanho ou forma da mama;
- Maior sensibilidade no mamilo;
- Mamilo virado para dentro;
- Pele da mama com aspeto escamoso, vermelho ou irregular (efeito casca de laranja);
- Secreção de líquido pelo mamilo.
O que está na origem do cancro da mama masculino?
A causa exata do cancro da mama nos homens não é conhecida, mas algumas circunstâncias podem aumentar o risco de desenvolver a doença. Entre elas, destacam-se os seguintes aspetos:
- Idade: a possibilidade de ter cancro da mama aumenta com a idade e a maioria dos cancros surgem depois dos 50 anos;
- Fatores genéticos: alterações em certos genes – como os BRCA1 e BRCA2, entre outros - aumentam a predisposição de desenvolver cancro da mama;
- Níveis aumentados de estrogénio no corpo: circunstâncias que possam aumentar a presença da hormona estrogénio no organismo, como a realização de terapias hormonais, doenças do fígado ou outras como a síndrome de Klinefelter, aumentam o risco de desenvolver cancro da mama;
- Radioterapia no tórax: homens que tenham realizado radioterapia ao toráx apresentam um risco aumentado para cancro da mama;
- História familiar: o risco de desenvolver cancro da mama aumenta se houver história familiar de cancro da mama, nomeadamente entre familiares femininos próximos.
No entanto, é importante reconhecer que estes fatores de risco não são uma sentença e, por isso, devem apenas servir de alerta para a importância do cuidado com a saúde e realização de rastreios frequentes.
O que está na origem do cancro da mama masculino?
Quando detetada uma alteração na mama, o médico procurará determinar qual a sua causa. O primeiro passo poderá passar pela realização de um exame físico, assim como pela recolha da história clínica e familiar. O médico poderá ainda decidir que são necessários exames adicionais, como a realização de uma mamografia, constituída por imagens de raio-X da mama, ou ainda uma ecografia ou ressonância magnética, utilizadas em conjunto como complemento imagiológico. Muitas vezes é necessário também realizar uma biópsia, retirando tecido ou líquido da mama para ajudar o médico a perceber se existem células cancerígenas. Assim, entre as formas de diagnóstico mais utilizadas destacam-se:
- Exame físico da mama;
- Mamografia;
- Ecografia;
- Ressonância magnética;
- Biópsia
Estes testes podem também ser instrumentos úteis de recolha de informação sobre a doença, ajudando a determinar qual o caminho a seguir e formas de tratamento adequadas.
Como reduzir o risco de desenvolver cancro da mama?
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, entre 30% a 50% de todos os cancros podem ser prevenidos através da adoção de um estilo de vida saudável. A adoção de uma alimentação equilibrada, prática regular de exercício físico e redução do consumo de álcool e tabaco são alguns dos passos que podem ajudar nesta prevenção.
Da mesma forma, é importante estar consciente da história familiar e potenciais fatores hereditários que possam aumentar o risco de desenvolver a doença. Estes devem ser partilhados com o médico de modo que possa ser feito o acompanhamento necessário e, assim, adotados comportamentos concordantes com as circunstâncias individuais de cada indivíduo.
Conteúdo revisto
pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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