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AdvanceCare | Tipos de analgésicos: reconheça as diferenças

Tipos de analgésicos: reconheça as diferenças

Existem vários tipos de analgésicos e é importante estar informado sobre a função de cada um deles, pois assim saberá qual é o mais adequado a cada situação.

Os medicamentos analgésicos são todos aqueles capazes de reduzir ou aliviar a dor. Estes fármacos organizam-se em 2 grupos: analgésicos opiáceos (associados à morfina) e analgésicos não opiáceos (classe composta por medicamentos que atuam contra a dor e/ou febre mas sem capacidade de combater a inflamação e medicamentos anti-inflamatórios não esteroides).

Analgésicos opiáceos

São medicamentos sujeitos a receita médica. Todos os analgésicos opiáceos estão quimicamente relacionados com a morfina (substância que deriva do ópio). Muito eficazes no controlo da dor, podem ser obtidos de forma natural ou sintetizados laboratorialmente.

A grande desvantagem do uso dos opiáceos reside no risco de dependência. Os efeitos secundários mais comuns são obstipação, sonolência, náuseas, estados de euforia/disforia (sensação de ansiedade e de desânimo), prurido, hipotensão e broncoconstrição.

O consumo excessivo de opiáceos poderá levar a uma depressão respiratória grave, que pode conduzir ao coma ou à morte.

A toma destes medicamentos envolve várias precauções. Estes medicamentos podem interagir com outros, o que pode comprometer o seu efeito e conduzir a reações indesejadas. Deverá ler sempre o folheto informativo do medicamento e, em caso de dúvida ou persistência dos sintomas, deve consultar o seu médico ou farmacêutico.

Analgésicos não opiáceos

O ácido acetilsalicílico, o paracetamol e o ibuprofeno, que integram o grupo de analgésicos não opiáceos, são, de acordo com a consultora norte-americana IMS Health, os medicamentos de venda livre mais consumidos em Portugal. Contudo, segundo o Infarmed, a partir de determinadas dosagens, os 2 últimos só deverão ser vendidos mediante a apresentação de receita médica.

Os analgésicos não opiáceos são eficazes ao nível da dor muscular, dor óssea, dor de dentes e dor de cabeça, mas nem todos combatem a inflamação, nomeadamente o paracetamol (analgésico e antipirético).

Analgésicos e antipiréticos

Usados em caso de febre e no alívio de dores, como dor de dentes, cefaleias ligeiras ou dores musculares. Um exemplo é o paracetamol, analgésico não opiáceo menos agressivo, estando nomeadamente recomendado a pessoas com doença gástrica. Pode atuar contra a febre mas não combate a inflamação. Em doses excessivas pode provocar danos hepáticos, pelo que a dose diária máxima é 4 gramas.

Contraindicações

  • Doença hepática.

Anti-Inflamatórios Não Esteroides (AINEs)

Constituem uma das classes de medicamentos mais utilizadas em todo o mundo, sendo o principal tratamento para a dor leve a moderada. Atuam contra a dor, a febre e a inflamação, sendo a osteoartrose, a artrite reumatoide e a dismenorreia (dores menstruais) os principais motivos da sua utilização.

Incluem-se nesta classe de medicamentos o ácido acetilsalicílico (o anti-inflamatório não esteroide mais consumido mundialmente) e o ibuprofeno.

O ácido acetilsalicílico está indicado em casos de febre e síndromes dolorosos agudos (cefaleias, dores de dentes, dores artríticas e reumáticas, nevralgias, gripes e constipações). Combate a agregação de plaquetas sanguíneas que formam coágulos nas artérias, sendo por isso utilizado na prevenção secundária de acidentes trombóticos vasculares, como o Acidente Vascular Cerebral – AVC.

O ibuprofeno atua contra a febre, a dor e a inflamação e é usado em doenças do foro reumatológico, em dor pós traumática (como entorses e fraturas), dor resultante de uma cirurgia e dor ligeira a moderada.

A toma prolongada de anti-inflamatórios não esteroides provoca o aumento dos valores tensionais, pelo que, quando a toma excede os período indicado (entre 7 a 10 dias) a tensão arterial deve ser vigiada.

Estes medicamentos podem também agravar o quadro clínico de doentes renais, insuficientes cardíacos, diabéticos e doentes com cirrose hepática.

Dado que estes fármacos afetam os mecanismos de proteção natural da parede gástrica, a principal limitação são os seus efeitos gastrointestinais: náuseas, dor abdominal e úlceras gástricas.

Contraindicações

  • Não podem ser tomados por grávidas.
  • Pessoas com asma, úlceras gástricas e duodenais; hemorragias ativas ou antecedentes de hemorragias; quedas e traumatismos frequentes; doentes com tensão arterial elevada não devem tomar ácido acetilsalicílico.
  • Crianças até aos 12 anos não podem tomar ácido acetilsalicílico – poderá provocar Síndrome de Reye.
  • Se houver suspeita de amigdalite ou presença de doença gástrica, não se deverá tomar ibuprofeno.

Todos os medicamentos têm vantagens, riscos e contraindicações, pelo que se impõe que a escolha seja adequada à situação e ao paciente. É, por isso, importante que seja o médico a prescrever o fármaco e não o paciente a automedicar-se.

Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
A presente informação não vincula a AdvanceCare a nenhum caso concreto e não dispensa a leitura dos contratos de seguros/planos de saúde, nem a consulta de um médico e/ou especialista.