Tenho alergia ao sol?

Fonte natural de saúde e bem-estar, o sol pode ser uma ameaça para quem tem um sistema imunitário intolerante à exposição solar, provocando reações alérgicas cutâneas indesejadas. Descubra se é o seu caso e que medidas adotar para usufruir da época estival sem complicações.


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Desfrutar do sol e aproveitar o ar livre como só acontece no verão é uma das maiores recompensas que se pode ter. Além de ser imprescindível para a síntese da vitamina D e fixação do cálcio no organismo garantindo a saúde óssea, a exposição solar é igualmente essencial para aumentar a produção das hormonas do bem-estar. Apesar do prazer que proporciona, há cada vez mais pessoas, em especial mulheres jovens, a queixarem-se de alergia ou sensibilidade ao sol, também conhecida por fotoalergia e fotodermatose, um problema que surge quando o sistema imunitário se torna reativo aos raios UV. Para viver o verão em plenitude, existem várias medidas preventivas a adotar, bem como soluções dermatológicas adequadas. Saiba quais.


As causas/fatores de risco

A origem do problema ainda não é completamente conhecida para a ciência. A alergia pode ser explicada por fatores genéticos ou ser desencadeada pela administração de certos medicamentos, nomeadamente antibióticos, medicamentos para a diabetes, hipertensão, epilepsia, depressão e para alguns tipos de cancro, bem como pela aplicação tópica de alguns produtos cosméticos e perfumes que contêm certos químicos. A erva-de São-João ou hipericão, usada na fitoterapia como calmante e antidepressivo natural, é um exemplo de agente sensibilizador da pele, bem como alguns alimentos quando ingeridos em quantidade elevadas (aipo, limão, sumo de figo, entre outros).


Quais os sintomas?

Existem 4 tipos de alergia ao sol, com diferentes sintomas associados:

  • A mais frequente é a erupção cutânea fotoalérgica e afeta principalmente mulheres entre os 20 e os 35 anos. Neste caso, a pele apresenta pequenas erupções vermelhas acompanhadas por prurido intenso nas partes expostas do corpo.
  • A erupção polimorfa à luz é menos frequente, afetando homens e mulheres. Na zona do pescoço, rosto, membros e atrás das orelhas, surgem vesículas e manchas vermelhas com forte comichão.
  • Na urticária solar bastam poucos minutos de contacto com o sol para aparecer uma placa rosácea elevada sobre a pele, que atinge todo o corpo, principalmente nas áreas que estiveram expostas ao sol.
  • A fotossensibilização manifesta-se em erupções cutâneas vermelhas ou vesiculosas e muito pruriginosas em toda a superfície da pele, em consequência do contacto com agentes fotosensibilizadores, como medicamentes, plantas medicinais e cosméticos.

Como tratar?

Se a alergia ao sol não for muito grave, tenderá a desaparecer. O paciente poderá recorrer à aplicação de sprays calmantes, como água termal, colocar compressas húmidas na zona afetada para ajudar a aliviar a comichão e as erupções. No entanto, nos casos mais graves será necessário tomar um anti-histamínico e aplicar com moderação algumas pomadas à base de cortisona, que têm um efeito reparador da derme e combatem o prurido. Se a alergia persistir, recorra a um especialista para tentar perceber a origem do problema.


Como prevenir

Antes de sair de casa, aplique um protetor solar com filtro elevado, proteja a pele com roupa, chapéu, óculos de sol e, na praia, use sempre guarda-sol. Mesmo que fique perto de vidros ou siga no carro em viagem deve aplicar o protetor solar. Opte por protetores indicados para peles sensíveis ao sol. Se pretende usufruir do sol, tenha consciência que não o pode fazer por muito tempo e deverá evitar a exposição solar entre as 11h30 e as 17h00. Aumente a ingestão de alimentos ricos em betacaroteno, como cenoura, abóbora, manga ou papaia, ou tome suplementos à base desta vitamina, que funciona como protetor natural da pele, em especial se for associada ao selénio e vitaminas E e C.

Reações alérgicas cutâneas que se manifestam com vermelhidão, erupções e prurido demonstram que o seu sistema imunitário se tornou intolerante ao sol. Tomar uma atitude preventiva e saber reagir quando as alergias se manifestam é fundamental para desfrutar do calor e viver do verão. Se o problema persistir, deverá recorrer a um médico especialista.

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